Colegiado Culturas Populares – MINc

O Programa Goiás Festeiro tem a honra de informar a eleição de três de seus membros para compor o Colegiado de Culturas Populares do Ministério da Cultura.

A II Conferência Nacional de Cultura foi encerrada em Brasília no último dia 13 de março, e teve como um dos principais resultados positivos a primeira eleição de representantes de cada macrorregião nacional para os colegiados setoriais do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) – instância onde são discutidas e aprovadas as políticas culturais do governo federal.

A votação realizada durante as pré-conferências setoriais, entre 07 a 09 de março, vai propiciar uma participação popular mais intensa nos debates e resoluções do CNPC. Mais que isso, vai trazer entidades culturais e mestres populares para o âmbito das tomadas de decisões que vão melhorar o nprocesso de fazer e vivenciar a cultura brasileira.

Dos quase 2000 delegados escolhidos para o biênio 2010/11, o estado de Goiás elegeu quatro representantes no setor de Culturas Populares, todos ligados ao Fórum de Culturas e Ritmos Tradicionais de Goiás, entidade organizada pelo PROGRAMA GOIÁS FESTEIRO. Dentre eles, o diretor do Instituto Olhar Etnográfico, Ricardo Calaça, o presidente da Irmandade Nossa Senhora do Rosário de Catalão, Leonardo Bueno e o suplente, Adeli Divino de Melo, Folia de Reis de Iporá, foram eleitos para compor o colegiado de Culturas Populares, por dois anos. E, ainda, Fátima Paraguassu, representou Goiás como delegada na área de Patrimônio Imaterial.

O resultado desta eleição reforça a importância de iniciativas como o Programa Goiás Festeiro- realizado pelo Instituto Olhar Etnográfico-, que desde 2008 vem mobilizando mestres de comunidades festeiras goianas a assumirem um papel decisivo na elaboração de políticas públicas destinadas à área cultural. Por meio dos representantes eleitos, os mestres da cultura popular de Goiás poderão, enfim, exercer um protagonismo nas políticas culturais da esfera federal.

A participação do Instituto Olhar Etnográfico na Conferência também foi evidenciada pela apresentação de uma proposta de geração de emprego e renda para os participantes das manifestações culturais. Segundo o diretor Ricardo Calaça, as populações festeiras detêm habilidades de convivência e produção comunitária, e possuem um repertório próprio de práticas e estratégias para solução de problemas em grupo, além de substanciais habilidades de cunho manual. “Todos estes fatores convergem para que sejam criadas e estimuladas novas alternativas de renda para estas populações”.

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